• 29/03/2013 Planejamento é a chave para capitalizar o seu negocio

O primeiro passo que uma empresa deve dar antes de recorrer a instituições financeiras para levantar recursos é organizar-se. O planejamento é a chave para conseguir financiamento sem comprometer o caixa nem desperdiçar o dinheiro colocado à disposição. 

Existe uma série de linhas de crédito no mercado, com diferentes taxas de juros, prazos de pagamento e finalidades. O empresário precisa analisar muito bem quanto vai precisar injetar em seu negócio antes de correr para o banco. O valor financiado depende do porte do empreendimento, das suas possibilidades financeiras e da estratégia que será adotada. É importantíssimo saber se realmente haverá demanda que justifique esse aporte de dinheiro. Além disso, é importante se informar sobre quais linhas de crédito estão disponíveis no mercado para negociar a melhor solução com o banco. 

“O importante é estabelecer metas de desenvolvimento para identificar quais são as necessidades do seu negócio”, afirma o professor da Fundação Educacional Inaciana (FEI) e fundador e moderador da Capital Empreendedor Brasil, Luiz Ojima Sakuda. Segundo especialistas, duas coisas devem permear a decisão do empresário na busca por um empréstimo: um plano claro e a parte jurídica da empresa totalmente em dia.  Isso porque órgãos ligados ao governo não liberam crédito se a empresa não apresentar a documentação em ordem ou tiver pendências tributárias. 

Entre as opções do mercado, o empresário conta com linhas de crédito da Agência de Fomento Paulista, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para empresas voltadas às áreas da ciência, tecnologia e inovação há opções na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

De acordo com informações da Agência de Fomento Paulista, as linhas mais procuradas pelas empresas são as destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos. No BNDES, o crédito com mais demanda é o Cartão BNDES, disponível a empresas com faturamento bruto de até R$ 90 milhões anuais.  A linha oferece crédito rotativo e pré-aprovado para compra de computadores, softwares, móveis, veículos e material de construção, entre outros. 

Empresas que apresentem um plano de negócio sólido acompanhado de atitude inovadora são vistas com bons olhos. Companhias, mesmo de pequeno porte, bem estruturadas também ganham pontos na avaliação.  

Sakuda confirma que a capitalização é recomendada quando o empreendimento apresenta um serviço ou produto inovador. “Nesse caso, há linhas de recursos não reembolsáveis”, diz o professor. São os chamados investimentos de fundo perdido, que em contrapartida têm uma burocracia maior e mais lenta para liberação em relação aos financiamentos convencionais.   

Procurar um fundo não reembolsável foi a solução para a Tuilux, do empresário Helder Knidel, existir de fato. O empreendimento teve apoio do programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE), do CNPq, e o Primeira Empresa Inovadora (Prime), da Finep. O RHAE financiou a contratação de pesquisadores que trouxeram conhecimento para o projeto se desenvolver. O Prime entrou na consolidação do negócio.  “O RHAE trouxe conhecimento que não estávamos encontrando e criamos um diferencial inovador”, afirma Knidel. 

A  Tuilux nasceu como um site de música, turismo, cinema e games. Ele fazia recomendações de filmes e músicas relacionados à notícia de algum ponto turístico que o internauta visualizasse. Porém, o problema estava em transformar a ideia em negócio. “Vimos, então, potencial para aplicar a ferramenta no comércio eletrônico”, conta Knidel. Hoje, a Tuilux oferece o mecanismo para o e-commerce , que indica produtos ou serviços conforme o comportamento do consumidor no site da loja. A ideia “é simular um vendedor de uma loja física que entende o perfil do cliente”, diz Knidel. 

Ele lembra que quem recorrer a um fundo não reembolsável deve estar ciente de que as regras são mais rígidas e o planejamento se faz mais necessário ainda, inclusive com cumprimento exato de prazos. Knidel explica que são exigidos relatórios periódicos e não pode haver desvios no projeto. 

Outras fontes 

Fora do universo dos bancos, as empresas podem ainda recorrer a incubadoras, venture capital, investidor anjo e private equity, por exemplo, para se capitalizar. 

Entretanto, essas fontes também têm suas exigências para liberar dinheiro. Em primeiro lugar, a empresa deve mostrar que ela ou o projeto apresentado tem futuro, ou seja, vai dar retorno financeiro.  O ideal é que o negócio e o investidor se complementem. 

As incubadoras são empresas que oferecem suporte técnico, gerencial e complementam a formação do empreendedor. Elas atuam como facilitadoras do processo de inovação. 

No caso do investidor anjo, a dinâmica é diferente. Ele coloca recursos em empresas em estágio inicial nas quais identifica potencial. Ele normalmente assume uma participação no negócio. 

No caso de private equity, um fundo de investimento coloca recursos em empresas já consolidadas. O fundo se torna sócio da companhia e interfere em seu comando. A saída do negócio se dá geralmente após cinco anos, quando a empresa faz sua oferta inicial de ações na bolsa (Initial Public Ofering, IPO, na sigla em inglês). 

Quando se trata de venture capital, também formado por fundo de investimentos, a ideia é capitalizar empresas com características inovadoras, de preferência ligadas à tecnologia. 

Apesar das várias opções existentes no mercado, é pensamento corrente que há muito ainda a melhorar. Sakuda lamenta as dificuldades enfrentadas pelas micro e pequenas empresas para levantarem recursos. “Falta desburocratização e incentivo ao empresário. No Estado de São Paulo, comparando-se com o restante do Brasil, somos privilegiados. Mas em relação a outros países, poderíamos fazer muito mais”, afirma.

Fonte: Sebae

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